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Velhas Virgens e Crônicas      -
  São Paulo e New York - Pontos de Encontro do Roquenrow Paulistano

Já tivemos uma rua só pra gente. Em plenos Jardins existiam dois bares. Parece conto de fadas, mas é a pura verdade. Pergunte ao Caniço. Encontrei o cara recém-chegado de Brasília no New York e nem ele sabia o que o destino reservava para os Raimundos. Lá conheci também o Ronaldo, que tocou no Inocentes. Estivemos do mesmo lado em algumas encrencas monumentais. O cara é magro, mas vira o demônio numa boa briga.

Todo o mundo do rock se encontrava ali pra tomar umas antes de sair e, depois da balada, para a saideira. A rua fechava com a galera. A gente tinha bebida e as gatinhas que gostavam de cabeludos. O que mais alguém como nós queria da vida?

Minha bagunça nesses dois paraísos (ou infernos dependendo do horário) durou pouco. Comecei a namorar. A garota era do mal e me acompanhava em todas as baladas. Renata faz parte de uma fase muito romântica das Velhas e foi a mulher que me ensinou um bocado sobre a vida a dois. Foram quatro anos de amor, cenas de ciúmes, brigas, separações e voltas. Loucura! Engraçado como nossas vidas mudaram tão pouco. Rê, até quando será que a gente vai ficar adolescente?

Vou contar duas histórias que pontuavam nossas idas e vindas. A primeira foi durante um show em São José dos Campos. Havia uma galera de garotas singelamente chamadas de “esquadrão pentelho”. Elas estavam em todo lugar e em todas as festas. Nós iríamos dormir no lugar do show mesmo, um clube com uns chalés estranhos feitos para ficar no nível abaixo da calçada. Então, se você se ajoelhasse numa muretinha podia ver os quartos pelas janelas.

Estávamos deitados numa cama, eu morto e ela disposta, como sempre acontecia depois do show, quando ouvimos uns sussurros vindos da parte de cima da janela. Era o esquadrão pentelho! Então resolvemos abusar e fizemos um sexo com a maior encenação possível. Foi uma gritaria, posições esdrúxulas, atuação maravilhosa. Depois desse dia, nunca mais ouvi falar do esquadrão.

A ultima história foi de uma fase em que estávamos separados. Eu tinha ido ao casamento do Paulão (é, ele já foi casado) e ela ao show do Aerosmith. Saí do casamento naquele estado e fui com a galera para o New York, pois sabia que iria todo mundo para lá depois do show.

Antes, resolvi dar uma passadinha no São Paulo. E não é que encontrei a Renata no meio de quatro cabeludos com um decote que dava pra ver o umbigo! Claro que eu nunca tive ciúmes, só tinha cuidado.

Puxei a Rê pelos cabelos e levei-a pra casa. Fizemos as pazes imediatamente e... tudo de novo! Como era divertido. Outro tempo que não vai mais voltar. Alguém precisava escrever as memórias desses bares todos. São tantas histórias...



 
 

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